terça-feira, 9 de junho de 2009

A ausência de parâmetros tão característica da contemporaneidade massacra toda tentativa de argumentação sobre qualquer assunto que seja. 

O exercício cotidiano do qualquer-notismo atinge seu apogeu esplendoroso na arte, onde se torna objeto sacro de contemplação. Questionar significaria nos despirmos das ilusões com as quais relativizamos tudo e afastamos de nós o absurdo da realidade, então tal fato é evitado. A tradição é abertamente desprezada como obsoleta. E a arte sucumbe numa medíocre imitação da realidade.